domingo, 13 de setembro de 2020
Minha Gratidão
Não são todas as pessoas que tem o privilégio de amadurecer e ressignificar coisas e pessoas, não são todas as pessoas que tem a sensibilidade de reconhecer as coisas boas que lhe aconteceram em meio ao caos.
Não são todas as pessoas que decidem aprender que não se deve delegar a NINGUÉM a responsabilidade de estar bem, de ser feliz, não são todas as pessoas que aprendem que as pessoas não são cem por cento confiáveis, as pessoas estão acostumadas a reclamar, não são todas as pessoas que arriscam a pensar por si só quando o outro lhe impõe que o certo esta totalmente contrário do que você pensa.
Independente de lugar geográfico que eu esteja, sei o quanto eu sou privilegiada por mais um dia, por mais uma chance, eu resolvi levar as coisas que acontecem como aprendizado, em vez de reclamar, não tenho a necessidade de controlar coisas e pessoas, tenho motivos para agradecer, tenho pessoas pelas quais sinto me privilegiada de tê las a meu redor, e estão por que querem, não por chantagem emocional, ou pressão psicologica, e se não estivessem comigo também, estava tudo bem, porque não tem nada mais bonito que ver as pessoas livres; para amar, ou odiar; para o bem ou para o mal, porque as pessoas tem o livre arbitrio, por mais que outras achem que pessoas são propriedades.
E aos que precisaram me prejudicar, de alguma forma, contribuiram para a minha evolução, porque se eu tiver inclinada a ser uma pessoa melhor, tudo vai contribuir neste sentido.
Tenho mais motivos para abrigar em mim toda qualidade de sentimentos autodestrutivos do que o contrário, tenho porém, a liberdade de decidir me isentar de todo sentimento nocivo, se eu quiser e ninguém pode me impor o contrário. A minha paz é mais valiosa que o ego, já relatei partes de uma história real de relacionamento abusivo (ninguém precisa sofrer violência física para que seja abusivo, basta a psicológica), e essa situação tem sido tão corriqueira que até as leis tem se atualizado neste sentido, a violência psicologica já é (sem tempo reconhecida) pela lei, um exemplo disso é a pratica de induzimento ao suicidio previsto no código penal (lei 13.968).
A gratidão é um exercício que compensa, que vale a pena, é o bem estar que tanto se procura em lugares errados, somos moradas de sentimentos e nós, quem decimos qual sentimentos devemos abrigar, isso esta ligado diretamente na qualidade de pessoas que decidimos estar cercados, as vezes lidamos com pessoas que parecem "sugar" a nossa energia, ao ponto de ficarmos emocionalmente desgastados, e nos causam uma falsa impressão de que nos fazem bem, quando nos damos conta o estrago esta feito há muito tempo, e é sozinho, que temos que nos recuperar, quando a recuperação é possível, o que não acontece na maioria dos casos.
Não esta ao nosso alcance educar as pessoas, muito menos se são pessoas adultas, esta ao nosso alcance decidirmos se precisamos ou não aturá- las, e infelizmente nem sempre podemos cortar o vínculo ou contato, então nos cabe desenvolver uma defesa.
A nossa mente tende a ser preguiçosa, e as vezes (quase sempre) precisamos nos posicionar com firmeza diante de coisas e pessoas, precisamos questionar sim, ainda que isso custe a desaprovação de nossos afetos, é nessa hora que sabemos se somos respeitados, ou seremos atacados com chantagem emocional ou pressão psicologica sutil quase imperceptível.
Mas quando cito a gratidão, me refiro a ela depois de uma situação de caos, julgo que a gratidão do privilégio e do aprendizado é uma postura positiva diante da vida que nos ajuda a nos manter de pé e a seguir. Quando enganamos os outros, enganamos primeiro a nós mesmos e só pessoas que foram enganadas consegue interpretar esse sentimento, sermos honestos conosco, não nos obriga a sermos desonestos com o outro.
A razão deve sobrepor a emoção, não é porem sensato sufocar a emoção, é prudente sopesar, uma vez que ambas são necessárias para a saúde emocional, quando sentimos sobrecarga em vista de uma relação, algo esta errado, muito errado e desproporcional, não se deve em nenhuma hipótese ter que se sujeitar a abrir mão de uma pessoa em razão da outra quando há imposição de uma das duas, a escolha deve ser livre e não imposta, quando há imposição, logo há algo muito errado.
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